Como eu dizia no final do post anterior, revi várias meninas muito prendadas e conheci pela primeira vez outras tantas. Não tive suficiente à-vontade para pedir fotos de todas, mas espero que, com a convivência que desejo vir a ter no futuro com elas, não se importem que eu lhes venha a pedir algumas fotos para aqui colocar.
A quem não tive vergonha de pedir foi às
Mãos de Fadas (aqui representadas pela Andreia e pela Catarina - onde andava a Rita?)

A Catarina levou horas a fazer um tereré à Daniela (e eu acabei por não ver o resultado final, mas deve ter ficado lindo), que eu fiquei a saber no sábado que é o nome dado no Algarve às tranças cobertas por um trabalho de fios (que não é tão fácil de fazer como podem julgar).
Logo ao lado das nossas bancas estavam as mãos e mentes criadoras das Pukacas, que apresentaram também a sua recém-criada colecção de butanikos. Só mais ao fim da tarde é que metemos conversa com elas, e devo dizer-vos que estou arrependida de não o termos feito mais cedo, pois adorei a nossa conversa (interrompida pela Sofia, que afinal não me estava a chamar mas só a dizer-me que já ía "ali") e espero que voltemos a cruzar-nos noutras feiras para podermos falar mais. Podemos ver parte da banca das Pukacas nesta foto, onde estava também um dos animadores de rua que sempre nos alegram nestas feiras (coitado, ele estava mesmo a transpirar muito!...) :P

Fiquei apaixonada pelas Brisas que voavam na banquinha logo ao lado (pode ver-se uma no canto superior direito da foto de cima). Infelizmente, as manas que as criaram não têm ainda um blog nem qualquer site que eu vos possa indicar. Apenas um email. Em termos de originalidade devia ser, para mim, a melhor banca da feira (não desfazendo nas restantes, não fiquem zangados/as comigo - é que estas meninas e as suas criações tocaram-me no coração).
A Sara apresenta-se como "a mais nova artesã na feira" e devia sê-lo, sem dúvida. Pelo menos nesta última. A Miss Missanguinha faz uns colares de missangas lindos, cheios de inocência e criatividade (Sara, na próxima feira quero tirar uma foto contigo, pode ser?)
Troquei algumas palavras com o Pedro e a Lara (pais de uma menina linda de nome Petra), que fazem reciclagem de papel e trabalhos com materiais que, para outras pessoas, seriam considerados lixo. Foi pelo Pedro que ouvi falar pela primeira vez nos "respigadores" (têm de usar a função Find e escrever a palavra porque eu não sei dirigir-vos directamente para essa entrada no blog). Eu, de certa forma, também sou uma. Não vou ao ponto de desmembrar electrodomésticos para retirar fios de cobre, talvez porque até aí chegar me deparo com muitas outras coisas que as pessoas deitam no lixo e que estão perfeitamente utilizáveis. Nem sequer se lembram de ligar à Emaús ou se dão ao trabalho de levar a qualquer instituição necessitada. Já para não falar no Freecycle, que comentei logo no início deste blog. Acho que a nossa sociedade está tão comodista que nem mesmo se lhes dessem dinheiro em troca do "lixo" se dariam ao trabalho de dar mais do que os 20 passos para levar os sacos ao contentor mais próximo de casa (ou então não estamos afinal numa crise). Bem, mas já estou a divergir e a divagar...
Também vi as lindíssimas bijuterias da Raquel, as alcofas, t-shirts e demais pecinhas da Dina, conheci a Ana Malha, troquei umas ideias com a Ema e a Paula, revi a Ana Ramos, que já tinha conhecido em feiras anteriores quando fui visitar a Lena T., vi as pecinhas da Tânia, embora ela não estivesse por perto quando eu lá fui, e visitei muitas outras banquinhas, como a da Michele (lindas bijuterias), da Patrícia Matias (que, como eu, faz de tudo um pouco - eu é apenas ainda na mente, as mãos estão um bocado preguiçosas, sempre com a desculpa do "não tive ainda tempo"...), do Ricardo Macedo e da Rita Roldão, que fazem peças maravilhosas em cristal Swarowsky, e os Fashion Gifts da Maria Vilhena, que no final da feira me veio dizer que queria contribuir para o Leilão Felinus :) Só por isso já valeu a pena ir à feira.
Não posso deixar de falar dos animadores da feira. Costuma haver música, mas desta vez foi mesmo só teatro. O que não foi menos satisfatório. Aqueles dois entretinham bastante. Aqui os vemos com uma "pequena vítima" dos seus sketches:

E vi mais, muito mais, mas não tive oportunidade para registar tudo. Vi no blog da Ana Malha que esteve na feira a Ana Machado a fiar. Como é possível que eu não a tenha visto? Espero bem encontrar-me com ela em próximas feiras, pois adorava conhecê-la e vê-la trabalhar.
Bem, agora tenho umas semaninhas para colocar finalmente as mãos a trabalhar, para tentar esvaziar um pouco mais o meu cérebro das 1001 idéias que correm nele durante a noite. Isto pelo meio dos pet sittings que tenho marcados para estes próximos dias e que, felizmente, me mantêm ocupada durante esta fase de desemprego.